Friday, November 06, 2009

 

Diversidade Racial



Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal

“No coração da cidade, certos mercados dos bairros populares eram explorados pelos negros. Mais exatamente – uma vez que esse termo não tem muito sentido num país onde a grande diversidade racial, acompanhando-se de pouquíssimos preconceitos, pelo menos no passado, possibilitou misturas de todo tipo –, ali podíamos nos exercitar em diferenciar os ‘mestiços’, cruzas de branco e de negro, os ‘caboclos’, de branco e índio, e os ‘cafuzos’, de índio e negro”. Eis a observação feita pelo etnólogo e antropólogo Claude Lévi-Strauss sobre a cidade de São Paulo, presente em sua obra clássica Tristes Trópicos, publicada originalmente em Paris, 1955, retratando suas experiências da década de 1930 no Brasil.

Com a morte de Lévi-Strauss esta semana, aos cem anos de idade, destaquei esse trecho em sua homenagem por considerar que o tema é de extrema relevância atual. Um grupo organizado de militantes racialistas vem, infelizmente, tentando ignorar justamente esta característica brasileira, a da mestiçagem. Imbuídos da ideologia de “raças humanas”, essas pessoas desejam segregar o povo brasileiro entre raças “puras”, sendo levados a exterminar estatisticamente todos os “pardos”, que são maioria no país. O traço mais marcante de nossa etnia é justamente a incrível diversidade, sendo impossível definir de forma objetiva, alguma linha que coloque “brancos” de um lado, e “negros” do outro, como querem os racialistas.

Se à época em que Lévi-Strauss fez suas observações já era um exercício hercúleo diferenciar os tipos de mistura de “raças” no país, hoje então isso é muito pior, uma vez que os casamentos inter-raciais aumentaram, talvez para o desespero dos defensores de “raças puras”. Mestiços, caboclos e cafuzos procriam entre si também, gerando cada vez mais miscigenação. Essa mestiçagem observada pelo antropólogo vem sendo combatida por aqueles que desejam criar cotas com base no conceito de “raça”, adotando uma postura bipolar de classificação. Se essa gente for bem-sucedida nessa empreitada – e até agora eles têm sido – o estrago causado no tecido social do país será enorme. Como fez o falecido antropólogo, devemos enaltecer a mistura, em vez de tentar dividir a nação em diferentes etnias.

Tuesday, November 03, 2009

 

A Queda do Muro

À pedido da Atlas Foundation, gravei um curto comentário (1 min) sobre os vinte anos da queda do Muro de Berlim.

Sunday, November 01, 2009

 

Palestra na Estácio de Sá - Capitalismo em crise?

Trecho da minha palestra na Universidade Estácio de Sá, onde argumento que a principal causa da crise que abalou o mundo foi a manipulação das taxas de juros pelo banco central americano (Fed).

Friday, October 30, 2009

 

Crescimento Artificial

Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal

O PIB americano cresceu 3,5% em termos anualizados no terceiro trimestre do ano. Os mercados financeiros, com foco cada vez mais imediatista, celebraram a notícia. O S&P 500 subiu quase 2%, enquanto o Ibovespa recuperou a queda do dia anterior, subindo quase 6%. A imprensa declarou o fim da recessão. Mas será que não está cedo demais para soltar fogos de artifício?

Os gastos das famílias com bens duráveis cresceram 22,3% em taxas anualizadas. O incentivo fiscal para a troca de veículos antigos foi decisivo para esta forte expansão. A produção da indústria automobilística contribuiu com praticamente metade do crescimento do PIB no trimestre. Outra contribuição expressiva veio dos investimentos residenciais. O crédito fiscal do governo para a compra do primeiro imóvel e as compras do Fed de títulos das agências federais de crédito imobiliário foram fundamentais para esta recuperação.

Quão sustentável é este crescimento dependente de estímulos do governo? Os investimentos em capital fixo das empresas caíram 2,5% em taxa anualizada. Uma economia que aumenta consumo com base em expansão de crédito e gastos fiscais, sem investir em capital fixo, está condenada a ajustes dolorosos à frente. Algo análogo a um bêbado que tenta manter o clima de euforia com mais bebida, apenas agravando sua ressaca posterior.

A economia americana cresceu bastante entre 1934 e 1936, ancorada em gastos do governo e partindo de uma base aviltada. Não era sustentável. Em 1937, o país experimentou uma nova depressão, e a bolsa caiu 40%. O desemprego em 1938 ainda estava acima de 17%. Os estímulos do governo salvaram mesmo a depressão? Para Einstein, “insanidade é fazer tudo igual e esperar resultados diferentes”. Estão novamente tentando curar uma recessão necessária para ajustar os excessos de crédito frouxo com mais crédito. Assim caminha a insanidade...

Thursday, October 29, 2009

 

A Entrevista de Armínio



Rodrigo Constantino

O jornal Valor Econômico publicou hoje (29/10/09) uma entrevista com Armínio Fraga que merece ser lida com atenção. Nela, o ex-presidente do Banco Central afirma que “é preciso reestatizar o Estado”. Em outras palavras, Armínio está lutando contra o patrimonialismo que representa o câncer na política nacional. Uma patota chega ao poder e “privatiza” o Estado para si, locupletando-se através da “coisa pública”. O governo atual parece mais faminto que o de praxe, e Armínio se mostra preocupado com a “postura agressiva” do governo Lula na ampliação da presença do Estado na economia.

Naquele que talvez seja o principal trecho da entrevista, Armínio vai direto ao ponto: “Vejo com preocupação a sensação de que o Estado passou a servir a interesses partidários, às vezes ligados ou à política ou a interesses privados, sindicais. Esses sinais não são de agora. Começaram bem antes da crise, com as tentativas de controlar a imprensa (com a proposta de criação do Conselho Federal de Jornalismo), os meios eletrônicos (tentativa de criação da Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual). Defendo uma reestatização do Estado”.

Como homem público, Armínio deve sempre pesar bem suas palavras. Além disso, ele conhece os inimigos da liberdade, a esquerda organizada que busca rotular as pessoas e impedir um debate sério calcado em argumentos. Dito isso, sua entrevista merece aplausos, pela coragem de tocar na ferida, de chamar a atenção para a ameaça que o governo tem representado para a liberdade econômica. Armínio está condenando abertamente a tentativa do governo Lula de partir para uma receita já testada e comprovadamente falida, ou seja, transformar o Estado num agente executor, empresário. Outros empresários deveriam seguir o exemplo e tomar coragem para atacar esta postura também, que representa um enorme perigo para nossas liberdades.

Entretanto, dois pontos merecem ser criticados na entrevista. Em primeiro lugar, Armínio tenta evitar a dicotomia entre Estado máximo e mínimo, alegando que ninguém defende o último: “Nunca ouvi falar em alguém que defenda o Estado mínimo”. Como assim? Armínio precisa escutar melhor. Entendo sua postura pragmática aqui, evitando o rótulo de liberal que a esquerda, de forma pérfida, usaria para encerrar o “debate”. Basta vestir alguém com o manto de “defensor do Estado mínimo” para jogá-lo no ostracismo e fugir de seus argumentos. Mesmo assim, entendo que é saudável se manter fiel aos conceitos condizentes com os valores defendidos. Os liberais não deveriam ter medo ou vergonha de se assumirem como tal.

Em segundo lugar, Armínio contemporiza com a esquerda no final da entrevista de forma condenável, aceitando a versão mentirosa da história nacional. Ele diz: “É curioso ver que muita gente que hoje está no governo, que fez oposição heróica contra a ditadura e na época também defendia, de certa maneira, reestatização do Estado, hoje olha para trás e se identifica com muita coisa da época da ditadura”. Como assim “oposição heróica”? Essa gente lutava por outra ditadura, aquela que até hoje existe em Cuba, e que seu colega Chávez tenta impor na Venezuela. Aceitar sem protesto essa inversão histórica foi uma concessão que Armínio não deveria ter feito. Claro que muitos hoje no governo se identificam com várias coisas da época da ditadura. Eles sempre lutaram pelo poder, e quanto mais concentrado este fosse, melhor. A esquerda não queria “reestatizar” o Estado, e sim tomá-lo na marra.

Não obstante essas duas falhas que destaquei, considero importante a entrevista de Armínio, e recomendo sua leitura na íntegra.

Tuesday, October 27, 2009

 

Segregação Racial



Rodrigo Constantino
O GLOBO (27/10/09)

Na década de 1970, o antropólogo Peter Fry escreveu um artigo tentando responder por que a feijoada era um típico prato nacional no Brasil, mas um prato de negro nos Estados Unidos. Sob a influência marxista da época, que enxergava a sociedade como dividida em dois atores coletivos, os poderosos brancos e os fracos negros, sua conclusão era que “a conversão de símbolos étnicos em símbolos nacionais não só oculta uma situação de dominação racial, mas torna muito mais difícil a tarefa de denunciá-la”.
Anos depois, o autor rejeitou sua análise anterior. Sua experiência na África ajudou. No Zimbábue, a linha entre as “raças” era muito clara, enquanto em Moçambique era um pouco mais confusa. Fry compreendeu melhor que certos países, em especial colônias portuguesas, passaram por um processo de “assimilação”, diferente da segregação vista em colônias inglesas. No Brasil, não apenas a feijoada, mas também o candomblé, a capoeira e o samba ultrapassaram a fronteira “racial” e viraram símbolos nacionais.
Não havia uma fronteira clara dividindo brancos e negros. A mistura sempre predominou. No entanto, o governo, ancorado em algumas ONGs financiadas por poderosas entidades estrangeiras, vem adotando medidas que podem mudar este quadro. Ao importar uma realidade americana para nosso país, o governo poderá estimular a segregação “racial”. O racismo existe, sem dúvida. Mas não se trata de uma prática amplamente disseminada no país, e sim de lamentáveis casos isolados.
Quando a própria lei passa a dividir os indivíduos com base na “raça”, o racismo está claramente sendo estimulado. Toda política que celebra a crença em raças contribui para a persistência do racismo. Uma população miscigenada, que se considera basicamente “parda”, será obrigada a se definir como negros ou brancos. Para piorar, o governo cria privilégios através das cotas, incentivando um verdadeiro racha entre ambos. Os racialistas gostariam de criar uma “nação negra” dentro da nação brasileira. A feijoada, o samba e o candomblé seriam vistos, por este prisma, como símbolos da negritude, não mais como símbolos nacionais.
Os racialistas tentam criar uma “consciência racial” que simplesmente não existe no Brasil. Os brasileiros classificam a partir da aparência da pessoa, diferente dos americanos, que privilegiam a ascendência. Bastava uma gota de sangue, um distante ancestral negro, para que a pessoa fosse classificada como negra nos Estados Unidos. Já no Brasil existem inúmeras classificações intermediárias: “moreno”, “mulato”, “mestiço”, etc. A visão bipolar americana difere da visão multipolar brasileira, que os racialistas desejam destruir, substituindo-a por um conflito entre “raças”.
Peter Fry diz: “Os ideais de não-racialismo e da libertação do indivíduo de qualquer determinação ‘racial’, que no Brasil se tornaram a ideologia oficial por muitos anos e que formam a visão de mundo de muitos brasileiros até hoje, são valores cada vez mais raros no mundo contemporâneo. Contra as obsessões étnicas e raciais que têm produzido os mais terríveis conflitos e a maior mortandade humana na história recente, vale a pena levar estes idéias a sério”.
Martin Luther King tinha um sonho, de viver num país onde seus filhos fossem julgados não pela cor da pele, mas pelo seu caráter. Trata-se da meritocracia no lugar do racismo. O Brasil, a despeito de seus defeitos, tem demonstrado ser capaz de preservar parcialmente esta visão de mundo. Não podemos deixar que alguns poucos militantes organizados destruam isso.

Friday, October 23, 2009

 

Cantando no Chuveiro



Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal

O ditador Chávez fez um apelo ontem aos venezuelanos: pediu que eles suspendam a cantoria no chuveiro e que o banho não passe de três minutos. A Venezuela, não obstante todo seu petróleo, vive um problema de falta de energia, e no último ano ocorreu uma série de apagões. “Não estamos em tempo de jacuzzi”, disse Chávez, para lembrar que o comunismo é incompatível com certos confortos. Ao que parece, o socialismo do século XXI tem como única diferença para o antigo o fato de trazer miséria e escravidão em maior velocidade. Em Cuba a desgraça levou um pouco mais de tempo para se estabelecer.

Curiosamente, a demanda de Chávez é semelhante ao que muitos “ambientalistas” pedem com freqüência. O eco-terrorismo tem sido o abrigo para as viúvas de Stálin, e tem atraído muitos socialistas pelo ataque ao próprio progresso capitalista. Até mesmo o banho das pessoas precisa ser regulado pelo governo! O pânico incutido nos leigos, o alarmismo serve para causar um estado de desespero, ocultar a ineficiência do governo e justificar um avanço ainda maior sobre nossas liberdades. Muitos “ambientalistas” são, no fundo, “melancias”: verdes por fora, mas vermelhos por dentro.

Antigamente, diante de uma natureza hostil e sem as vantagens da prosperidade capitalista, banho era mesmo um luxo para poucos. Os socialistas, talvez por considerarem que limpeza e higiene são coisas de “burguês”, desejam regressar alguns séculos no tempo. Já eu, que abomino a sujeira e o socialismo, pretendo continuar tomando banho com calma, degustando o conforto que somente o capitalismo pode oferecer. E sim, cantando no chuveiro, por que não? De preferência, músicas que enaltecem a liberdade que os socialistas tanto detestam.

PS: Um grupo de “intelectuais”, entre eles os de sempre, Emir Sader, Leandro Konder e Luiz Fernando Verissimo, assinou um documento protestando contra a CPI do MST. Eles acusam os ruralistas de tentar criminalizar os sem-terra. E eu que pensei que quem criminalizasse o MST fossem os próprios bandoleiros do movimento “social”, quando ignoram as leis e invadem propriedades privadas, depredando tudo pela frente! Ingenuidade minha...

Thursday, October 22, 2009

 

A cruzada antitabagista faz mal à liberdade



Rodrigo Constantino

Em artigo publicado no jornal O Globo hoje (22/10/09), “O tabaco faz mal aos cofres públicos”, o secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Côrtes, argumenta que a Lei 5.517, que regula o fumo em ambientes coletivos, não fere as liberdades individuais e se justifica com base nos gastos públicos derivados dos problemas de saúde dos fumantes. Pretendo, a seguir, rebater tais argumentos.

Para o secretário, a lei “ampara uma parcela significativa de cidadãos que mesmo não fazendo uso do tabaco sofrem seus males, como fumantes passivos”. Essas pessoas, segundo o secretário, não tinham alternativa senão conviver com a fumaça em bares, restaurantes e boates. Mas ninguém é obrigado a freqüentar tais locais, que são privados, não custa lembrar. As pessoas vão ao restaurante de sua preferência, por livre e espontânea vontade. Não cabe ao governo decidir se será ou não permitido fumar nesses ambientes. Cabe, isso sim, aos donos de tais estabelecimentos decidir isso, com base na demanda de seus clientes. Se o secretário acredita na enorme demanda por ambientes livres do fumo, ele é livre para abrir um bar ou restaurante onde o fumo é proibido. Ele ganhará bastante dinheiro, atendendo a demanda de forma voluntária, sem a necessidade de usar a força da lei para impor sua vontade.

Mais à frente, a premissa usada pelo secretário fica mais clara, quando ele diz: “Cuidar da saúde da população é dever dos governantes”. Será mesmo? O ex-presidente americano Reagan disse, certa vez, que "os governos existem para nos proteger uns contra os outros”, e acrescentou que “o governo vai além de seus limites quando decide proteger-nos de nós mesmos". São premissas conflitantes. De um lado, a crença de que o cidadão é um ser indefeso e incapaz de se cuidar por conta própria, necessitando da tutela estatal à força. Do outro lado, a crença de que cabe a cada indivíduo cuidar de si próprio, da sua saúde, arcando com as conseqüências e riscos de seus atos. Em suma, a visão paternalista contra a visão liberal.

O maior problema é justamente o risco da visão paternalista para as liberdades individuais. O paternalismo costuma andar junto com o autoritarismo. Se a premissa de que cabe ao governante cuidar de nossa saúde for aceita, então qual o limite? Se o argumento de que os problemas decorrentes do tabaco custam caro aos cofres públicos e isso justifica o controle estatal, for aceito, então onde parar o controle? Afinal, o ócio também faz mal à saúde. Cabe ao governo impor exercícios diários aos cidadãos? Comer fritura e gordura prejudica a saúde. Deve o governo criar uma dieta adequada e impô-la aos cidadãos? Fica claro que as portas para o autoritarismo estariam escancaradas, sem limites claros. Os cidadãos seriam apenas súditos do governo, escravos em nome do “bem-estar geral”.

O secretário Sérgio Côrtes encerra seu artigo afirmando que a lei antitabagista não é uma punição ao fumante, “mas sim uma oportunidade de reeducação coletiva”. Não duvido das boas intenções do secretário. Mas pergunto: quem delegou ao governo o poder de “reeducar” a coletividade? Esse é o caminho da servidão. Isso o Ministério da Saúde não vai alertar: a cruzada antitabagista faz mal à liberdade.

Saturday, October 17, 2009

 

Ataque dos Dinossauros: A Luta pela Vale - Vídeo

Link para vídeo no YouTube onde comento o recente ataque do governo à Vale.

Friday, October 16, 2009

 

O Ataque dos Dinossauros



Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal

A atual gestão da Vale está sob ataque. A esquerda jurássica jamais aceitou sua privatização, que por qualquer prisma foi um enorme sucesso. A empresa, em mãos privadas, multiplicou de forma impressionante sua lucratividade, e conseguiu empregar milhares de pessoas a mais, além dos impostos maiores arrecadados. Mas nada disso importa para os perfeitos idiotas latino-americanos. Para essa turma tupiniquim, o governo incompetente e corrupto deveria ser gestor de tudo que é empresa e banco. O fracassado socialismo ainda é idolatrado por muitos abaixo da linha do Equador.

O governo Lula vem tentando assumir o controle dos “commanding heights” da economia faz tempo. A Petrossauro, a maior empresa do país, já está nas garras do governo, e sua privatização está descartada. Além disso, o governo deseja criar uma nova estatal para monopolizar o petróleo pré-sal. O sonho de ressuscitar a antiga Telebrás não sai da cabeça dos membros do governo. Através do Banco do Brasil, o governo pretende ser um banqueiro ainda maior do que já é hoje, partindo para novas aquisições. E, naturalmente, a segunda maior empresa do país é objeto de desejo dos parasitas em busca de mais poder e cargos. Por isso a Vale virou alvo de constantes ataques e tentativa de ingerência por parte do governo.

O mais recente ataque é a ameaça da criação de um novo imposto de até 5% sobre as exportações de minério de ferro, que atingiria a Vale em cheio. O jogo é sujo e pesado quando se trata do governo petista. E, num país com tanta concentração de poder no governo, arma é o que não falta para essa gente. Para reforçar o time, o bilionário empresário Eike Batista tem demonstrado publicamente interesse na compra do controle da empresa. Ontem, Eike afirmou que seu interesse na Vale “não deve ser politizado”. Cabe a ele, então, afastar-se do governo. Afinal, “diga-me com quem andas que te direi quem és”. Eike esteve diretamente com o presidente Lula para falar de seu interesse na compra da Vale. E agora pretende evitar a “politização” do assunto?

O resultado desta luta pela Vale ainda está indefinido. Espera-se, pelo bem do país, que os dinossauros percam a parada. Esses animais já deveriam estar extintos há tempos!

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